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28/04/2010

Morre Prahalad – o guru da “riqueza na base da pirâmide”

Reproduzo aqui a notícia do Portal Exame, pela Ana L. Herzog, que comunica o falecimento de C.K.Prahalad, um dos grandes nomes do management contemporêneo. E com pesar lamentamos muito a ausênica de seus novos pensamentos, agradecendo amplamente os ensinamentos que nos deixou.

por Ana Luiza Herzog

Acabei de saber que o guru C.K. Prahalad morreu na sexta-feira, aos 68 anos, em San Diego, nos Estados Unidos. Não nutro muita simpatia pela maioria dos gurus da administração, mas Prahalad, que era professor da Universidade de Michigan, merecia muito crédito. Não sou conhecedora de todas as suas teorias, mas li “A Riqueza na Base da Pirâmide – Como Erradicar a Pobreza com Lucro”, que ele lançou em 2004 e tornou-se um dos livros de administração mais influentes dos últimos tempos.

No ano passado, Prahalad relançou a obra com um capítulo novo, uma espécie de balanço das teorias e premissas que o autor julgava fundamentais para as empresas conquistarem consumidores nas classes baixas da população. Foi quando tive a oportunidade de escrever uma resenha sobre o livro e entrevistá-lo para a EXAME. Vou colocar a entrevista que publicamos aqui, para vocês darem uma olhada. Prestem atenção, sobretudo, na resposta que o pensador dá para a minha pergunta sobre como ele enxerga o futuro da base da pirâmide. Espero que o desejo de Phahalad vire realidade um dia …

“Quero que essa história de base da pirâmide se torne irrelevante”

Prahalad sonha que daqui a dez anos não exista mais diferença entre produtos para ricos e pobres. Professor da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, C.K. Prahalad mudou a maneira com que as empresas enxergam os consumidores de baixa renda. Nesta entrevista a EXAME, ele diz que setores como o de telefonia móvel reduziram o fosso entre ricos e pobres. Outros ainda têm um longo caminho a percorrer.

O livro A Riqueza na Base da Pirâmide – Como Erradicar a Pobreza com Lucro foi lançado em 2004. De lá para cá, o que mais surpreendeu o senhor?

Sempre soube que a tecnologia teria um impacto grande nos consumidores da baixa renda, mas me surpreendi com o ritmo com que isso aconteceu. Pense nos milhares de consumidores pobres da Ásia, África e América Latina que hoje têm celulares. A operadora indiana Barthi Airtel tem 100 milhões de clientes e quer chegar a 200 milhões até 2011. A Safaricom, no Quênia, também é um sucesso. Esses consumidores usam o celular porque ele faz diferença em sua vida – pagam contas, enviam remessas de dinheiro a parentes. Isso prova que, se oferecido o mix certo de produtos, a fusão entre tecnologia e base da pirâmide pode se dar num ritmo explosivo.

E quais foram as outras surpresas?

A base da pirâmide está se transformando na principal plataforma de inovação para as grandes empresas. Veja o netbook. Ele foi idealizado para consumidores pobres, mas está se transformando em uma febre nos Estados Unidos. Ou seja, as empresas não só podem inovar na base da pirâmide como levar essas inovações para o topo.

E qual é o futuro para a base da pirâmide?

Meu desejo é que em dez anos essa distinção entre base e topo da pirâmide desapareça. Para isso, me inspiro de novo nas empresas de telefonia móvel. A distinção entre o seu celular e o de uma pessoa pobre não é grande. Ele pode ter um design mais atraente ou uma câmera melhor, mas as funcionalidades básicas são idênticas. Isso também já é fato para os eletroeletrônicos, mas não para serviços básicos, como acesso a saúde ou água potável, e precisa ser. Muita gente cria conceitos e quer que eles durem 40 anos. Ajudei a dar início à jornada da base da pirâmide, mas não quero que ela se torne sagrada. Quero que a desigualdade diminua – como está acontecendo no Brasil com a redução da classe E – e essa história toda de base da pirâmide se torne irrelevante.

segunda-feira, 19 de abril de 2010 - 12:00
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06/04/2010

Referência em Educação Executiva. Não só no Brasil.

O curso  International MBA da Fundação Instituto de Administração é uma referência no país e, mais importante, é uma referência do país para executivos de todo o mundo que encontram nesse programa uma forma de estudar no Brasil, compreender os processos da gestão internacional e, até mesmo, uma oportunidade de criar raízes no país.
Vejam a reportagem.

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20/10/2009

ADNEWS: Hollywood quer proibir uso de redes sociais

20/10/09

Notícia apresentada pelo portal publicitário traz a informação divulgada pela EFE.
"Veículos de imprensa norte-americanos informaram nesta segunda-feira (19/10) que grandes estúdios de Hollywood pretendem restringir o uso de redes sociais como Facebook e Twitter entre seus atores para evitar vazamentos sobre suas produções.

Segundo informações da EFE, os primeiros a incluir cláusulas específicas nos contratos dos atores foram DreamWorks e Disney. O texto exige a não divulgação de seus trabalhos através das ferramentas da web. Cameron Diaz e Mike Myers teriam se comprometido a não comentar sobre a continuação do filme "Shrek" no Twitter.

Casos como o de Paula Abdul, que anunciou sua saída do programa "American Idol" pela internet, causam desconfortos nos bastidores das emissoras de TV americanas.

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01/10/2009

Americanos não gostam da ideia de serem rastreados na web ou fora dela



E você, gosta?
Uma pesquisa realizada nos EUA pela Universidade da Pensilvânia e Universidade da California, Berkeley, indica que cerca de 2/3 dos americanos não concordam em serem rastreados na internet por anunciantes. A prática de rastrear os usuários sempre foi alvo de críticas de grupos que defendem o direito a privacidade, mas está chegando ao Congresso Norte Americano. Um deputado democrata, Rick Boucher, pretende apresentar um projeto de lei sobre privacidade e a Federal Trade Commission já indicou que vai acompanhar o assunto de perto. De acordo com o estudo das duas universidades, publicidade dirigida, planejada a partir de dados coletados online ou offline (em lojas, por exemplo) não agradam 66% dos entrevistados. Além disso, mais 7% disseram que não concordam em ser rastreados quando estão no site do anunciante, mais 18% não gostam da idéia de serem rastreados em outros sites e mais 20% responderam não concordar no rastreamento offline. Notícia do New York Times repercutida no BlueBues.
 
 

Qual a sua opinião?
No Brasil, nada de semelhante tem sido desenvolvido, embora a preocupação seja fato. No entanto, há de se ponderar a visitação desmedida de "curioso" aos mais diversos sites e, na verdade, é para isto que eles estão lá. A questão da privacidade, portanto, pode ser relativisada, uma vez que as informações das empresas, muitas vezes também são expostas, não é mesmo? Se falarmos das rede sociais então, o problema se amplifica de sorte que torna-se impossível uma regulamentação que "engesse" as estruturas de comunicação. A tecnologia está aí. Se o uso dela for coerente e em prol da evolução dos negócios e das relações, todos saem ganhando. O que precisamos, é de bom senso!
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